sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mágia








terça-feira, 27 de outubro de 2009

O fim do Serviço Militar Obrigatório

Ontem o convidado do Dia D, programa da SicNoticias, foi o conhecido sociólogo António Barreto. Foi um programa interessante, o qual devo confessar que não assisti com 100% de atenção, mas o que vi até gostei. Mas que fique registado uma lacuna, António Barreto afirmou que todos os partidos políticos e as suas jotas tinham contribuído (votado a favor) para o fim do Serviço Militar Obrigatório. Diga-se que o PCP em 1999 na Assembleia da República votou contra o fim do SMO, dando grande enfâse à questão da sustentabilidade das Forças Armadas: «Os desafios fundamentais para o modelo de Forças Armadas de profissionais e contratados são essencialmente quatro: primeiro, o sistema tem de garantir que consegue produzir o número de aderentes (profissionais e contratados) considerados necessários para as missões e sistema de forças em tempo de paz; segundo, o sistema deve conter os mecanismos necessários para o crescimento necessário das Forças Armadas para as situações de excepção, incluindo a guerra; terceiro, deve ficar garantida uma correcta compreensão por parte da população sobre os deveres gerais militares que sob ela impendem, no quadro do dever de defesa da Pátria; quarto, deve estar garantido que não se cria um fosso entre as Forças Armadas e o país». Diga-se, que também que os jovens da "Jota" do PCP no seu último Congresso (2006) defenderam a continuação do Serviço Militar Obrigatório, como «garantia da ligação da juventude à defesa e soberania nacionais», rejeitando assim o fim do SMO e a profissionalização das Forças Armadas.


O objectivo do fim do SMO foi o afastar dos jovens das Forças Armadas, porque sabem que umas FA constituídas pelo povo e pelos trabalhadores permitem o risco de criar uma maior consciência social dentro das Forças Armadas, e como afirmava Lénine: «Só o proletariado – devido ao seu papel económico na grande produção – é capaz de ser o chefe de todas as massas trabalhadoras e exploradas que a burguesia explora, oprime, e esmaga». Não esquecendo ainda Engels, que afirmava algo do tipo: «para a burguesia dominante, o desarmamento dos operários é um imperativo fundamental».

Então meus amigos, fizeram o 25 de Novembro para afastar as Forças Armadas da realidade do povo português, encerrando a cadeado os soldados nos quartéis para o Povo enfiar-se nos mesmos quartéis?! Mas isso faz lá algum sentido...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

E nunca mais o vi...




Ao ler uns textos na Internet confrontei-me com um pensamento, o qual deixo aqui na expectativa de algum responder...



Que é feito do Senhor, e o que tem feito?!

sábado, 24 de outubro de 2009

Don´t fuck with Da Hui






Don't fuck with Da Hui
Don't fuck with Da Hui
Don't fuck with Da Hui
Because Da Hui will fuck with you!

sábado, 10 de outubro de 2009

42 anos...

Em 09 de Outubro de 1967 morria na Bolívia Ernesto Guevara. Entraria para os anéis da história como Comandante "Che" Guevara, bem como um dos impulsionadores de revoluções ao estilo Cubano (A Teoria do Foco) por África e pela América Latina, umas com sucesso outras em total fracasso como foi o caso Boliviano, custando-lhe a sua vida. Todavia, estava feito o homem, o revolucionário, o mito e sobretudo a imagem comum que o mundo nos anos seguintes iria ter (e ainda o tem) do que é ser revolucinário...


«O revolucionário verdadeiro é guiado por grandes sentimentos de amor. É impossível pensar num revolucionário autêntico sem esta qualidade».

terça-feira, 15 de setembro de 2009

11 Setembro

Acabou de fazer 9 anos que sucedeu os ataques terroristas, pela primeira vez em solo americano durante a sua hegemonia mundial. O mundo, ou melhor, esta nossa geração dificilmente o esquecerá. As imagens transmitidas em directas por o mundo fora dos aviões a embaterem nas torres, das pessoas nas janelas a precipitarem-se para uma queda mortal e por fim o desmoronamento das torres são imagens que ficam na história.
Mas apesar de todo o sofrimento que aquela barbaridade causou naquele dia, é importante reter que aquela barbaridade foi o “motor de arranque” para outra barbaridade: o reforço do imperialismo americano. De imediato aos ataques do 11 de Setembro a administração Bush não precisou de dar justificações credíveis para os seus actos militares, o imperialismo americano tornou-se mais aguerrido e violento. Poucos se atreveriam a questionar a «legitimação da guerra contra o terrorismo», pois era, e ainda o é, vista como uma exigência do momento, uma exigência do século XXI.

Ocupou-se ainda em 2001 o Afeganistão, derrubando um governo extremista islâmico com a alegação que esse apoiava a Al-Quaeda e o seu mentor, Bin Ladem. De imediato a história foi branqueada, esquecendo-se que tal regime que apoiava e suportava a Al-Quaedade de Bin Ladem tinha sido já uma aliança consolidada desde dos inícios dos anos 80, através da guerra feroz contra um partido que ocupava o Poder no Afeganistão (aliado da URSS) e que estava implantar medidas progressistas e revolucionárias naquele complicado país, e promovida e apoia politicamente e militarmente pelos EUA.

O 11 de Setembro perdurará nos anéis da história. Mas de reter que os acontecimentos posteriores desse dia são de um carácter ideológico bastante grande, são demonstrativos que o imperialismo não está adormecido, e que graças ao 11 de Setembro, abriu-se espaço que permitiu, com facilidade, atacar dois ex aliados dos EUA: o Afeganistão e o Iraque, mas também se falou dos perigos que eram o Irão e a Coreia do Norte.

Todavia, fez também 36 anos do golpe fascista e violento que pós fim ao regime democrático e progressista de Salvador Allende, no Chile. Corria o ano de 1973, 11 de Setembro, quando o chefe supremo do exercito Chileno, com a autorização da CIA e dos EUA e seu apoio político e militar, efectua um golpe de Estado… O presidente Allende, resiste no palácio, acabando por suicidar-se. O Chile entrava num regime fascista violento, acabando com os progressos sociais, com a democracia, levando à morte e à prisão centenas de milhares de chilenos, favorecendo um sistema capitalista e a exploração do homem pelo homem, e o lucro das grandes empresas. Este golpe de Estado, foi transmitido em directo pela Rádio, o discurso patriota de Allende dito em directo pela rádio antes de se suicidar e ouvido por milhões de pessoas, também pendura na história, pois ele mesmo é mais uma prova a juntar ao longo processo-crime que o imperialismo tem já, aberto pelas massas, pela América Latina, pelos trabalhadores, oprimidos e principalmente os que foram vítimas dele, indirectamente ou directamente.

sábado, 22 de agosto de 2009

Morreu um dos Imprescindíveis

1940-2009.



Antifascista,
Encenador,
Actor,
Advogado,
Militante Comunista,
Sócio fundador do Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos,
Actualmente era eleito na Assembleia de Freguesia dos Anjos (Lisboa),
Sócio fundador da Casa do Artista.





«Tenho sempre defendido que o teatro é uma arte essencialmente popular, tendencialmente para grandes massas e com um cariz de contra-poder e de crítica de costumes não esquecendo o aprofundamento dos reais problemas filosófico-culturais, políticos, económicos, sociais e éticos dos povos e civilizações.»
In O Militante Julho/Agosto 1999

quinta-feira, 23 de julho de 2009

.Que quadro tirarias do bolso?


Composição com vermelho, preto, azul, amarelo e cinza, Piet Mondrian

.Hoje nesta euforia que resta, dispo e coloco na ombreira virtual um dos quadros que me acaricia o cabelo e mudou o meu trémulo quotidiano de ócio de horas contadas.
Quadro que se afasta do mundo físico e emotivo, que pretende atingir uma visão impessoal, uma perfeição e verdade absoluta, chegando ao mundo mental.
Eu, bifurcando todo o neoplasticismo, coloco a obra, Composição com vermelho, preto, azul, amarelo e cinza, de Mondrian, como o quadro de mudança estival da minha rotina.

E tu se amanhã revisses a terceira idade num quadro, qual tirarias do teu bolso, onde planificas-te uma casa com tecto e ladrilhas?