quinta-feira, 23 de julho de 2009

.Que quadro tirarias do bolso?


Composição com vermelho, preto, azul, amarelo e cinza, Piet Mondrian

.Hoje nesta euforia que resta, dispo e coloco na ombreira virtual um dos quadros que me acaricia o cabelo e mudou o meu trémulo quotidiano de ócio de horas contadas.
Quadro que se afasta do mundo físico e emotivo, que pretende atingir uma visão impessoal, uma perfeição e verdade absoluta, chegando ao mundo mental.
Eu, bifurcando todo o neoplasticismo, coloco a obra, Composição com vermelho, preto, azul, amarelo e cinza, de Mondrian, como o quadro de mudança estival da minha rotina.

E tu se amanhã revisses a terceira idade num quadro, qual tirarias do teu bolso, onde planificas-te uma casa com tecto e ladrilhas?

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O Socialismo não morreu de causas naturais: foi um suicídio!

«Os esquerdistas chamaram à NEP uma capitulação ao capitalismo que iria condenar o projecto soviético ao fracasso. No outro lado do espectro, Tróstski, Zinóviev, Bukhárine e outros pensaram que a NEP era demasiada branda e defenderam concessões ainda de maior alcance ao capitalismo. [...] Lénine concordou que a NEP representava um perigo [...] ainda assim, Lénine pensou que o Partido podia gerir o perigo limitando o recuo e assegurando o seu carácter temporário. A posição de Lénine prevaleceu. [...] Quando Lénine morreu, em 1924 [...] três soluções foram apresentadas: a de Lev Trótski, a de Nikolai Bukhárine e a de Iossif Stálin. [...] . Trótski sublinava a necessidade da revolução internacional como a única esperança que a Rússia tinha de escapar ao que ele considerava ser a degeneração burocrática e a perda de fervor revolucionário. Trótski e a oposição de esquerda foram definitivamente derrotdos no XIV Congresso do Partido, em 1925, que adotpou a via da industrialização acelerada e da auto-suficiência. [...] as posições de Bukhárine assemelhavam-se fortemente às perspectivas gradualistas da social-democracia ocidental. Ele amenizou a ideia de luta de classe até chegar à ideia de uma competição pacífica entre grupos de interesse rivais, entre a indústria estatal e a indústria privada, entre as quintas cooperatvas e as quintas privadas, na qual o primeiro elemento revelaria gradualmente a sua superioridade. [...] Bukhárine e a oposição de direita foram rejeitados pelo XV Congresso do Partido, em 1927, que adoptou uma política de promoção da colectivização da agricultura. [...] O génio político de Stáline [...] derrotou primeiro Trótski e depois Bukhárine.
[...]
Jdánov e Malenkov emergiram como os dois principais adjuntos de Stálin. Jdánov entendia [dar] prioridade à produção e ao saber técnico [...] o Partido devia dar prioridade à ideologia [...] devia enfatizar a elevação dos níveis de vida e o aumento dos bens de consumo. Em 1946 e 1947, Jdánov e os seus aliados lançaram uma camapnha contra as debilidades ideológicas na literatura e cultura e uma campanha contra a agricultura privada. Um dos alvos de Jdánov era Nikita Kruchtchov, líder do Partido na Ucrânia. [...] Malenkov acreditava que os perigos internancionais continuavam a ser reais e que as propriedades do partido tinham de continuar a ser o desenvolvimento da indústria básica e da força militar. A crença de Malenkov na prioridade do desenvolvimento industrial colocava-o solidamente ao lado de Stálin e contra Bukhárine.
[Após morte de Stálin e já no tempo de Kruchtchov]
Kruchtchov representava uma abordagem da construção do socialismo que se assemelhava amiúde a Bukhárine e Jdánov e prefigurava Gorbatchov. [...] Kruchtchov favorecia a incorporação no socialismo de um leque de ideias capitalistas ou ocidentais, incluindo mecanismos de mercado, descentralização, alguma produção privada, um intenso recurso aos fertilizantes e ao cultivo de milho, investimento crescente em bens de consumo. [...] Mólotov favorecia um planeamento centralizado melhorado e propriedade socializada e a continuação do desenvolvimento indústrial. Mólotov afirmou: O Kruchthcovismo é o espírito burguês. Numa reunião do Comité Central organizada à presa, que terminou com o apoio a Kruchtchov e a expulsão de Mólotov, Malenkov e Kagánovitch do Comité Central e do Praesidium. [...] Tal como os anticomunistas que usam o stalinismo para atacar os comunistas, também Kruchtchov empregou a ideia, se não o termo, para difamar os seus opositores. [...] Em 1964, o período Kruchtchov chegou ao fim, quando a direcção colectiva o forçou a retirar-se. Todavia, as ideias acerca da liberalização económica e da democratização política de que Kruchtchov veio a simbolizar não terminaram com ele. [...]Bréjnev em breve emergiu como dirigente soviético máximo, e assim permanceceu até 1982. [...] Apesar das políticas erráticas e fracassadas e da relutância de Bréjnev de enfrentar os probelmas, a economia soviética continuou a mostrar muita vitalidade. [...] A URSS empregava um quarto dos cientistas do mundo [...] os salários e padrões de vida subiram firmente. A semana de trabalho fixou-se nas 40 horas para a maioria dos empregados e nas 35 para o trabalho mais pesado. [...] Em meados da década de 1980 a URSS produzia 20% dos bens industriais no mundo, tendo partido de 4% de um total muito inferior na altura da revolução.
[...]
Depois da morte de Bréjnev, Iuri Andrópov tornou-se Secretário-geral do PCUS. [...] O ano Andropov revelou um rumo de reformas promissor, completamente diferentes do caminho escolhido por Gorbatchov, que se revelou desastroso. [...] Andropov apoiou a política da coexistência pacífica e a prevenção da guerra , mas insistiu em que o princípio da luta de classes continuava válido internacionalmente. [...] Andrópov registou as violações por Stálin da legalidade socialista e da democracia partidária, mas proclamou o direito e a necessidade de a revoluçã se defender pela força [...] Reformas de Andrópov teria funcionado. Como dirigente comunista, tinha tudo a seu favor exepto a saúde. [...] Como dirigente do KGB, Andrópov mostrou também coragem e convicção, [...] o adjunto de Andrópov denunciou e prendeu membros da malta dolce vita demonada pelo mercado negro que incluía a filha e o genro de Bréjnev. Andrópov não se intimidou mesmo peranta a investigação de crimes na família do secretário-geral.
[...]
Em 1985 Gorbatchov assumiu o controlo de um país que enfrentava problemas de longa data, e em pouco tempo exacerbou a situação até a converter numa crise de todo o sistema. [...] Comunistas como Iegor Ligatchov e Ziugánov tornaram se críticos enérgicos de Gorbatchov. [...] Com efeito, em 1987-88 Gorbatchov despiu uma casaca ideológica e vestiu outra, embora temporariamente tivesse um braço numa manda de cada. [...] Gorbatchov começou a ver o PCUS como principal obstáculo à perestroika e decidiu usar a reforma política radical para o enfranquecer. [...] O maior golpe na economia planificada ocorreu na XIX Conferência do Partido, que abandonou o gradualismo e eemitiu uma directiva que impunha a separação entre Partido e os oranismo soviéticos e a direcção económica. [...] Fim do papel dominate e a posição monopolista do PCUS, transformando num partido parlamentar, minou a planificação central e a propriedade pública. Empurrou o PCUS para fora da gestão Económica enquanto procurava uma transição para economica de mercado. Começou a privatizar as empresas estatais e encorajou a florescente segunda economia. [...] Depois do XXVIII Congresso, desde meados de 1990 até Agosto de 1991, o Partido implodiu.
[...]
Kruchtchov tolerara os intelectuais liberias. Depois de 1964, quando Bréjnev se tornou menos tolerante, parte da intelectualidade criou um movimento dissidente. Os dissidentes eram herdeiros da tradição bukharinista-kruchtchovista. Os dissidentes influnciaram Gorbatchov. Também forneceram elementos-chaves do programa democrata.
[..]
A tese é a de que os problemas económicos, a presão externa e a estagnação política e ideológica que a URSS enfrentava no início da década de 1980, isoladamente ou em conjunto não provocaram o colapso soviético. Ao invés, este foi despoletado pelas políticas de reforma específica de Gorbatchov. [...] A segunda economia e a reforma de Gorbatchov desencadearam uma dialéctica de traição ao socilismo
[...]
Toda a história do socialismo soviético mostra que a luta de classes , a luta para abolir as classes não termina com a conquista do poder de Estado. [...] Os comunistas definem o oportunismo de direita, em essência, como um recuo desnecessário e sem princípios sob a pressão de um adversário da classe. [...] No contexto da construção do socialismo, o oportunismo de direita assume normalmente a forma de uma conciliação ( em vez de um combate) com o capitalismo, interno e externo.
[...]
[Fim da URSS] nem foi primariamente a história da traição consciente de um só homem. Foi antes a história do triunfo de uma certa tendência no interior da própria revolução. Foi uma tendência inicialmente enraizada no carácter camponês do país e mais tarde numa segunda economia, um sector que floresceu devido às exigências de consumo não satisfeitas pela primeira economia e à incapacidade das autoridades de avaliarem o perigo que ela representava e de contra ela fazerem cumprir a lei. Foi uma tendência que se manifestara em Bukhárine e Kruchtchov antes de o fazer em Gorbatchov. Foi uma tendência [...] que acreditava nas concessões ao imperalismo e, ao liberalismo, à propriedade privada e ao mercado.
Só com Gorbatchov se realizou em pleno a loucura desta orientação, quando em vez de a um novo tipo de socialismo, levou a um novo tipo de barbárie.
Roger Keeran / Thomas Kenny. In O Socialismo Traído.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

«E, a propóstio, como se chama ele. Despachou-se um pajem a sabê-lo, e a resposta, transmitida pelo secretário, deu mais ou menos o seguinte, Subhro. Subro, repetiu o Rei, que diabo de nome é sse, Com agá, meu senhor, pelo menos foi o que ele disse, aclarou o secretário, Devíamos ter-lhe chamado Joaquim quando chegou a Portugal, resmungou o Rei.»
HFGHGH
In José Saramgo, A VIAGEM DO ELEFANTE.

You can give me the dreams that are mine anyway...

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Artigo 74º
(Ensino)

e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

44 4444777777 in Constituição da República Portuguesa.

domingo, 14 de junho de 2009

O velho Scrooge e o fantasma do Comunismo.

Como dizia um professor que tive: «os fantasmas do passado regressam sempre para atordoar-nos».

Fazendo a comparação ao livro do escritor Charles Dickens, «A Christmas Carol», com situação política e social interna da República Checa: os fantasmas são o comunismo, primavera de Praga e essencialmente a necessidade de controlar e de branquear a história recente dessa ex república Socialista. O velho do conto de Dickens que, coitado, não consegue “pregar olho”, o Sr. Scrooge, é o novo sistema liberal e capitalista. A noite de Natal é os dias das eleições, que teimosamente coloca os comunistas sempre como segunda ou terceira força política do país…


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Analise às Tacadas no Ar

Bom, o nosso estimado e admirado blog fez 2 meses. Cá vai uma analise às 27 tacadas lançadas ao ar, juntamente com uma frase:

FilipaCosta – «O silêncio é um amigo que nunca trai». 0 Tacadas.

Anabela – «Nenhum castigo é pior do que passar uma noite sem dormir». 1 Tacadas.
oo
.Inês Oink Oink - «Em tudo se deve aplicar a moderação». 3 Tacadas.

El comandante – «Uma imagem vale mais do que mil palavras». 6 Tacadas.

JLC – «Há pessoas tão chatas que nos fazem perder um dia em 15 minutos». 17 Tacadas.

I can feel the warning signs running around my mind

Com o padrão-ouro activo nas principais economias industriais as principais moedas do planeta passaram a ser directamente convertidas em ouro. Os preços acordados não flutuavam, uma vez que as taxas de câmbio eram obrigatoriamente fixas. A previsibilidade do padrão ouro facilitou o comércio, os empréstimos, os investimentos, a migração e os pagamentos internacionais. O mercado mundial de produtos e capital ficou mais consolidada através das novas tecnologias e revolução nos transportes e do padrão-ouro…

Mas, efectivamente esta música é muito bela, e mais importante ainda, é o facto de eu gostar dela.
lll
eFica aqui uma parte da letra tendo direito, inclusive, a uma "sonoridade invencível":
hhh
And when I leave this island
I'll book myself into a soul asylum
And I can feel the warning signs running around my mind

So here I go still scratching around the same old hole
My body feels young but my mind is very old So what do you say?
You can't give me the dreams that are mine anyway
You're half the world away
Half the world away
Half the world away
I've been lost I've been found...